domingo, 21 de junho de 2009

En Puerto Quijarro - Bolivia

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Estamos em Puerto Quijarro, na Bolívia. O voo foi tranquilo até para quem tem pânico de avião como eu. Ainda não dormimos em nenhum hotel. Saímos de Mossoró/RN às 18:30 em direção a Natal/RN. Não lembro a que horas exatas chegamos ao aeroporto Augusto Severo (Natal), sexta-feira (19) só sei que nosso voo saiu às 3:05 (sábado, 20) e chegamos a Sao Paulo às 6:30 (sábado, 20). O piloto avisou que devíamos pegar 10ºC, mas acho que deviam estar uns 12ºC. Chegamos a Guarulhos numa boa e fomos direto ao Terminal Rodoviário da Barra Funda. Tomamos café e esperamos até 11:30am, horário do nosso busão de São Paulo-Corumbá/MS. Cruzamos os estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul. Aquela vegetação linda do interior de São Paulo não há dinheiro que pague... A maior parte do MS passei dormindo. Fiquei meio chateada comigo mesma por ter esquecido de avisar a dois amigos de Campo Grande/MS que ia dar uma passada por lá, ainda que fossem 15min. Mas também, foram às 02:00! Enfim, quando chegamos a Corumbá, tomamos AQUELE banho e AQUELE café da manha num albergue. Cruzamos a fronteira e agora estamos à espera do famosíssimo Tren de la Muerte, a caminho de Santa Cruz de la Sierra. ¡Hasta luego!

EM HOMENAGEM AO DAVID: bem lembradíssimo! Na fronteira, parecíamos um monte de mafiosos com tanto dinheiro (depois de trocado!). Olhávamos para um lado e para o outro, com medo de chegar algum ninja na voadora (palavras da Danielle). Heheheh... Depois, comemos uma carne de quinta, banhada no óleo... Continua...

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Grandes começos...

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Férias com "f" de "finalmente" e "s" de "saudade". Vontade de ficar só por causa daquele abraço inesperado e demorado no final da festa. Vontade de ir e deixar toda essa correria pra trás. Vontade de apenas descansar e ver o tempo passar sem a minha intervenção. Amigos que tenho vontade de levar na mochila. Um amor que quero para chamar de meu, a quem eu quase me rendi com o "não vai! Fica!". Sede de liberdade e aventura. Possibilidade de ser eu mesma, bem mais eu mesma do que já tenho sido. Chance de crescimento espiritual. Um prêmio para quem teve a cabeça a prêmio por dizer a(s) verdade(s). Ficar bem longe de tudo o que me faz mal e, ao mesmo tempo, tão bem... Tentar ser a mesma em meio a tanta gente diferente... Voltar diferente para o que ficou igual ao que deixei. Perdoar e cicatrizar em tempo recorde. Apagar. Esquecer. Lembrar. Sobretudo, amar...


segunda-feira, 15 de junho de 2009

Passagens de ônibus e trem

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Já compramos as passagens pra Natal, de sexta-feira (quebrando o shabat). Daí o nosso voo pra São Paulo será às 03:05, dia 20. O ruim é passar tanto tempo perambulando no aeroporto, já que devemos sair de Mossoró/RN às 18:30 do dia 19. Estou exausta... Faculdade de Direito, estágio no TJRN, estágio no escritório de advocacia, prática jurídica, vice-presidência do Centro Acadêmico e volta do informativo Erga Omnes, da faculdade, eu como a editora-chefe. Alguns professores que não cumprem com o calendário... Muitas provas, muitos trabalhos, prazos e mais prazos pra cumprir. Na verdade, eu não tenho tido vida, tenho tido prazos. Todo final de semestre a minha neurastenia tem o seu auge e muitas vezes preciso passar umas "horinhas" no hospital, por causa do esgotamento. Também compramos as passagens de São Paulo-Corumbá. Um dos nossos teve um problemão pra resolver no RJ, daí, aproveitando o ensejo, foi até um guichê da Viação Andorinha e comprou logo os nossos tickets, já que aqui não tem e não queríamos correr o risco de ficar sem os bilhetes. Nossas passagens pro "Tren de la muerte" ficaram a cargo de um operador de turismo bastante conhecido chamado Ney. Ele tem comunidade no orkut e trabalha na agência Aerosur Corumbá-MS. Efetuamos o depósito e ele disse que as compraria hoje. Cansaço... E hoje é apenas segunda-feira. Esta semana, eu mereço um Toblerone!

quarta-feira, 10 de junho de 2009

O Seguro morreu de velho

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Os riscos de acontecerem sinistros durante uma viagem podem ser os mesmos ou até maiores que os enfrentados na rotina, dependendo das atividades pretendidas. Além disso, é de ciência inequívoca que existe a possibilidade de extravio de bagagem, cancelamento de voo, necessidade de assistência jurídica, entre muitos outros inconvenientes que demandam uma boa quantia de dinheiro, justificando, dessa forma, a imprescindibilidade da aquisição de uma apólice de seguro viagem. Para os que viajam rumo à União Europeia, não se pode ingressar sem um, devido ao Tratado de Schengen. Embora muita gente ache desnecessário, resolvi por fazer o seguro, pensando em mim e em minha família. Assegurei os vinte e dois dias de viagem pela Mondial Assistance, através do plano "América do Sul", com cobertura em todos os países sulamericanos, à exceção do Brasil, por R$ 125,25. É forçoso explicar que os seguros viagem não funcionam como planos de saúde que, ao apresentar o seu cartão no hospital você será "isento" das taxas cobradas pelos serviços. O negócio funciona através de reembolso. Logo, se acontecer alguma coisa, é de bom alvitre juntar todos os comprovantes das despesas cobertas pelo seguro, para facilitar o reembolso quando voltar ao Brasil e não precisar litigar no Judiciário. Viajar assegurada é uma tranquilidade a mais...



terça-feira, 9 de junho de 2009

Friiiiiiiooooo

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Ainda por causa do Salar, terei de usar um casaco para temperaturas baixas (e baixíssimas!). Essas jaquetas, casacos, abrigos, anoraks etc. tem um preço relativamente alto. Se você não for esquiar, não gaste tanto dinheiro num casaco colorido de esquiador (alguns por R$ 1.500,00). A partir de R$ 200,00 você pode encontrar jaquetas e anoraks que valham a pena, de marcas como Kailash, Trilhas & Rumos, Conquista, Lafuma, Secco e Solo. O meu é um grandão da Conquista Montanhismo, o Chamonix 3 em 1. 100% impermeável, com costuras seladas + blusa de fleece acoplável ao zíper interno. Permite 3 combinações de uso: só a jaqueta impermeável, só o fleece ou a jaqueta e o fleece unidos pelo zíper, transformando-se em uma jaqueta de frio intenso. Ela possui 2 bolsos frontais com zíper, zíper em baixo dos braços para ventilação e transpiração do corpo, capuz com sistema de embutir na gola e forração interna em nylon e tela. Possui , ainda , ajuste na parte inferior, para imperdir a entrada de vento. O fleece possui 2 bolsos frontais com zíper. Fleece de 100 gramas por m². Também tem ajuste inferior para impedir a entrada de vento. Proteção de nylon no pescoço, nas partes em contato com o zíper, para oferecer maior conforto. Ajuste em velcro nos punhos. Uma beleza por R$ 319,00 que, pela qualidade, estão mais que compensados. O meu é grandão e já estão me chamando de pinguim de geladeira... Não tenho culpa de ser fofinha e compacta... ;) Minha mãe fala que com ele, eu fico do tamanho de uma cigarra... Hehehehe...

Não esquecer, igualmente, de proteger a garganta com um bom cachecol. Cuidado ao se iludir com os que andam vendendo por aí, principalmente no Nordeste. Não se trata de comprar lenço nem pashmina. O negócio é uma boa lã ou um bom fleece. Apesar de serem os mais usados, eu não experimentei os de lã, nem tenho como indicar marcas nem demonstrar preços, uma vez que o fleece é mais indicado pro inverno tropical. As marcas especializadas nos de fleece que conheço são Curtlo, Sadae e Solo. Preços variam de R$ 40,00 a R$ 50,00. O meu é um preto, da Curtlo, feito de THERMOFLEECE®. Ele não bloqueia o vapor da transpiração, permitindo que o corpo respire e tem um processo anti-pilling, proporcionando múltiplas lavagens sem formar bolinhas.

Gorro e luvas, também! Meu gorro é daqueles que caíram no gosto de muita gente: ele é de lã e tem aba, como um boné, da Zolo, por aproximadamente R$ 25,00. As luvas foram a parte mais chata. São muitos tipos e você acaba com medo de errar na escolha, até pelo fato de que algumas pessoas sentem mais frio na mão que outras. As de esqui, como sempre, são as mais lindas (e caras! Hehehe). Mais uma vez: se não for esquiar, não compre as de esqui! Pode-se encontrar luvas térmicas sem serem de esqui com preços de R$ 29,20 a R$ 120,00. A minha é uma Kailash, Fleece PolarWarm 100, tamanho M, R$ 37,10, com punhos elásticos e clipe para prender na roupa ou mochila.


Uma coisa bastante útil no frio são as warm/heat/heating/warmer pads, uns saquinhos com um disco dentro que, quando pressionado, inicia uma reação química originando cristais de calor a partir de um gel que preenche as almofadinhas, atingindo até 54ºC, por uns 50min. Ainda por cima, são reutilizáveis. É só colocá-los numa panela com água no fogo e esperar um pouco até os cristais voltarem a ser gel. Essa foi a primeira compra nossa para a viagem. Há uns meses, a gente não tinha ideia de que eles eram vendidos no Brasil, daí encomendamos em uma loja da Inglaterra. Depois, os encontramos numa loja de São Paulo que vende por internet, porém, mesmo em libras, cada saquinho nosso não chegou aos R$ 15,00 cobrados no Brasil. Cada um ficou por aproximadamente R$ 11,00. Para proteger as pernas, estou apostando apenas em meia calça fio 70/80 e um velho jeans. D-us me proteja! ;)


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Com/sem colírio mas sempre c/ óculos escuros

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Eu não sou fã de óculos escuros... Pelo menos não usados por mim. Não acho que combine com (nenhum) (d)eles. Todavia, dadas as circunstâncias, tive de comprar um que fosse resistente e tivesse garantia (não só a legal, de 90 dias, mas, também, outros 90 dias por liberalidade da marca). Daí, me lembrei que a minha ISIC (requeri no dia 6 de abril e só veio chegar no dia 6 de junho, por falha da equipe da STB e dos Correios) dá 10% de desconto nos óculos da Chilli Beans. Como na cidade tem um quiosque, fui até lá e comprei um modelo esportivo bem em conta, além de um case que, segundo os vendedores, aguenta 7kg sobre ele, e um fluido. A principal razão pela qual tive de ceder aos óculos foi a visita ao Salar de Uyuni, na Bolívia. O Salar de Uyuni é um lago de sal congelado de 12 mil km² e a 3650m de altitude. Os raios solares, ao refletirem no gelo, dão a impressão de "espelho", então, é como se você estivesse pisando no céu :) ... Contudo, nem todas as coisas são flores. Esse mesmo reflexo pode causar queimadura na retina e outros danos oculares, tornando imprescindível o uso de óculos escuros e com proteção contra os raios ultravioletas, claro. Por isso, é importante se certificar de que os óculos realmente tem essa proteção UV, do contrário, o tiro vai sair pela culatra. Quando os olhos se expõem à escuridão, a pupila dilata, com o intento de "captar" mais a claridade. Ora, se seus olhos estão sob lentes escuras, sua pupila vai dilatar para a entrada de luz e, com óculos que não protegem dos raios UV, seus olhos estarão ainda mais propensos a sofrer uma lesão. Não custa ressaltar que o barato sai caro!

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Algumas dicas de segurança

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Vivendo no Brasil, não há muito o que se falar sobre como evitar ser furtado ou roubado. Nada de levar joias. Câmeras devem ser portadas em bolsas discretas e a tiracolo. Não seja tolo de andar com uma camiseta com dizeres do tipo "I Love Machu Picchu". Faça o possível para não ser reconhecido como "gringo", porque isso atrai atenção demais. É certo que eles reconhecem um turista de longe, mesmo que não tenha traços "europeus", mas não precisa facilitar. Viajando de ônibus, fique sempre de olho na sua bagagem, pois assim como há pessoas que agem de má-fé no Brasil, também, há na Bolívia e no Peru. Tenho de confessar que essa parte da mochila está me tirando o sossego... Não sei se vou conseguir dormir ao pensar que posso ter a minha carga furtada numa parada do ônibus. Tudo é mais desorganizado lá. Não sei se eles tem aqueles adesivos-comprovantes que se colocam na mala, para evitar "extravios". Eu bem tenho pensado em levá-la no bagageiro interno, contudo, é quase certeza de que não caiba, ou, se couber, é quase certo que não permitam. Bom, entre tantos outros cuidados, não se deve esquecer de onde você vai portar o dinheiro e documentos durante a viagem. Bolsas chamam muita atenção. Apenas carteiras, estas são facilmente subtraídas. Há a solução de usar um money organizer, money belt, travel organizer ou simplesmente carteira de viagem. As mais inteligentes são feitas de tecidos leves como Politel Plus 1910 e de cor clara, como bege, para que possam ser portadas por debaixo da roupa, não provocando irritações na pele e cinto elástico e regulável, do tipo alças de sutien. Os preços vão de R$ 35,00 a R$ 44,00, de marcas como Curtlo, Kailash, Azteq e, se não me engano, a Deuter também as fabrica. Nada impede que você encontre mais caras ou mais baratas ou que decida confeccionar a sua. A eleita por mim foi a da Kailash que, além das características já citadas acima, ainda conta com um zíper invertido, aumentando a discrição, e um plástico resistente dentro do qual você deve colocar o dinheiro e os documentos, protegendo-os de suor ou chuva.


No mais, todas aquelas recomendações sobre cintos de segurança, não aceitar bebidas/comidas de estranhos, evitar comer em barracas e só beber água mineral lacrada estão valendo.