Chegamos a Natal (na verdade, o aeroporto fica em Parnamirim, município conurbado com a capital potiguar) um pouco antes do meio-dia. Levamos uma única mala e a minha mochila sem a qual dificilmente você vai me encontrar, e as coisas de praxe dentro dela. Fizemos o check-in logo e fomos passar uns minutinhos no mirante. Depois que o mau humor e nervosismo cessaram, a fome bateu. Comemos no Bob's do Augusto Severo. Sempre preferirei o ovomaltine do Bebelu. Amém. A espera foi longa, posto que nosso voo só sairia às 16:50h. O negócio era entrar na sala de embarque, pois eu tinha certeza de que encontraria duas espreguiçadeiras para nós. Assim fizemos. Quando estávamos nos acomodando, fomos surpreendidas por uma moça muito simpática, representando uma seguradora de viagem. Ela foi tão amável que sucumbi. Também lembrei que não tinha contratado nenhuma e achei pertinente. Pouco a pouco, a sala de embarque foi ficando lotada e eu me sentindo mal com tanta gente em tão pouco espaço. Ficamos muito inquietas com o calor e a quantidade de pessoas fazendo barulho. Já não dava pra descansar. Ficamos andando e tivemos a péssima ideia de tomar um café numa Santa Clara da sala de embarque. Minha nossa! Pedi um café irlandês e eles pegaram um normal e meteram Teacher's dentro! Imaginem o sabor! Não era desse jeito, definitivamente! Whisky, sim, mas não apenas isso e muito menos sem medida. O chocolate quente da minha irmã também estava desprezível. Essa odisseia terminou com a chamada para embarque. O voo foi tranquilo e lindo, posto que podíamos ver o pôr-do-sol nas alturas, bem como tinha planejado. Durou meia hora. Desembarcamos no Aeroporto Internacional dos Guararapes, enorme e muito lindo, por sinal. Meu primo Sávio nos buscou e fomos para a casa dele. Estávamos muito cansadas. Tomei banho, comi e dormi cedo (raro!), como uma pedra.
domingo, 11 de outubro de 2009
De saída para Recife
0 comentáriosAcordamos às 05:00h do dia 08 de outubro, a fim de nos arrumarmos e esperarmos o taxista que nos levaria de Mossoró a Natal-RN. O dito homem só veio passar aqui depois das 07:00h e, como ele tinha mais um passageiro (e chato, diga-se de passagem) o qual nós esperamos um bom tempo, saímos, efetivamente, às 08:00h, de Mossoró. De fato, se não for contraproducente (mais caro e mais tempo), compensa deixar de ir a Fortaleza (perfeita!) e se contentar com o Aeroporto Augusto Severo, de Natal (dá pro gasto). A maior vantagem de todas é a estrada. Muito bem cuidada e, por esses dia, já a estavam "recauchutando". Outro ponto, é o tamanho do aeroporto que, de tão pequeno, não dá trabalho nenhum para localizar guichê de companhia, muito menos portões e salas de embarque. Ah, um ponto a mais pelas ótimas espreguiçadeiras (façamos justiça). O detalhe de termos de esperar um bom tempo com interdições parciais da estrada, ter de acordar cedíssimo quando se tem insônia e ainda ter de perder um tempão por causa da criatura que insistiu em gastar tempo demais comendo numa lanchonete de beira de estrada causaram em mim um mau humor quase fulminante. Foi aí que percebi que um dia a mais em Mossoró e eu teria feito a profecia Maya acontecer à força. Porque, quando você não vê mais razões para permanecer onde está e tudo o que deseja é deixar tudo para trás e você não pode, tem, pelo menos, de fingir que dá para sair pelo meio do mundo sem outro compromisso a não ser a sua própria liberdade, ainda que por uns dias. Embora não sendo tão longe, esta viagem tem sido um bálsamo, por tudo o que tem acontecido. E, de uma forma divina, tudo tem dado certo. Aqui, em Recife, posso escolher desde sinagoga a Bienal, jogo do Palmeiras, praias com e sem tubarões etc...
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Jessica יסכה
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20:02
domingo, 20 de setembro de 2009
Enquanto a Argentina não vem...
2 comentáriosO conhecido mês do desgosto (agosto) não foi diferente para mim. Minha melhor amiga (Danielle) vai embora para Manaus. O David foi transferido e eles irão de vez no dia 1º de outubro. Desde então, minhas olheiras e meus cabelos brancos são mais notáveis que nunca, assim como a minha tristeza. Tem sido muito difícil para todo mundo. Não vou ver a minha sobrinha Sofia nascer... A partir disso, surge uma questão: planejar uma visita. Eles querem (e eu também!) que eu vá na "semana santa" do próximo ano, pondo em xeque meus planos quanto à Argentina. Pode ser que sim, mas pode ser que não. Só vou saber realmente no próximo ano. PORÉM, enquanto a Argentina não vem, aproveitei uma tarifa promo da TAM e comprei Natal-Recife-Natal para mim e minha irmã. Estou bolando um roteiro chamado "Recife Judaico". Para quem não sabe, em Recife foi fundada a primeira sinagoga das Américas. E os judeus que saíram de lá após a expulsão dos holandeses e se dirigiram aos EUA fundaram a comunidade judaica de Nova York, todos sefarditas como nós duas. Devo estar fechando a programação até terça-feira e postarei aqui. Nossa viagem está marcada para o dia 08 de outubro e a volta, dia 13. Mais detalhes no próximo post.
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Jessica יסכה
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00:07
domingo, 6 de setembro de 2009
Um novo rumo
0 comentáriosDepois de me conformar que tinha voltado à rotina e recomeçar a traçar metas, uma delas é o meu destino nas férias de junho/julho de 2010. Parece cedo mas, se considerarmos a minha renda de estagiária e que não sou nenhuma Abravanel ou Safra, melhor é começar a planejar desde já. O lugar escolhido foi a Argentina. O roteiro já está praticamente todo traçado. Pouco tempo depois de voltar de viagem, comprei o Rough Guide Argentina, uma vez que tínhamos utilizado o do Peru e da Bolívia. A Martha me recomendou o Lonely Planet Argentina. Pelo que pesquisei, é realmente muito interessante, afinal, são mais de 500 páginas esmiuçando o território argentino. Devo comprá-lo nas próximas semanas. O negócio é planejar e economizar. Algumas coisas já estão certas também: Natal-São Paulo-Buenos Aires-São Paulo-Natal/Fortaleza serão pela TAM e Buenos Aires-Mendoza e Ushuaia-Buenos Aires pela LAN. Mais uma novidade é que viajarei sozinha, haja vista que a Danielle e o David estarão cuidando da Sofia, que deve nascer em janeiro. Minha irmã Janine quer ir, mas até lá, não terei certeza de quem vai me acompanhar ou não. Esse período vai ser de muito trabalho já que terei de preparar minha monografia e apresentá-la no final do próximo semestre (9°) por mudança nas determinações da faculdade. Mais posts virão com os preparativos do Mochilão 2010 Argentina!
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Jessica יסכה
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17:42
domingo, 9 de agosto de 2009
De Fortaleza a Mossoró
1 comentáriosMadrugada do dia 10/07... Tinha um garoto no voo que fazia muito barulho, bastante mimado, lá na frente. Porque, como dizem meus camaradas: nunca viaje da poltrona 20 para frente, pois você só vai encontrar criança e idoso. Já sem paciência, a Danielle impostou a voz e gritou para o menino calar a boca. Nós nos abaixamos, abafando o riso. Era a minha vez de gritar o meu cearense "deixa de 'zuada', menino!". Assim fiz. Dava para ver como as pessoas ficaram gratas por termos calado a boca do guri. E o voo seguia chacoalhando sem fim. Me deu fome. De madrugada, sinto fome demais. Nos serviram uns sanduíches naturais. Nossa, tava muito bom! A Danielle não quis o dela e eu acabei comendo dois. Era difícil dormir com aquilo balançando. Sem falar que sempre que eu tentava, passava alguém e batia em mim. Poxa! Os comissários passam com carrinhos e não batem na gente, aí, vem um filho da mãe sem nada e bate! Paciência! Quando desembarcamos em Fortaleza, fui ligar para minha mãe. Eram 03:30 do dia 10/07. Tudo o que eu queria é que ela me deixasse ficar na casa de uns primos, em Fortaleza, e evitar a BR 304, cheia de buracos e perigosíssima naquela hora. Adivinhem a resposta.. "Não". Daí nós brigamos e desliguei o telefone. Pronto, era a prova maior de que eu tinha voltado para a vida de clausura. Depois de toda essa odisseia para chegar ao Ceará, tomamos mais um táxi em direção a Mossoró-RN, na madrugada, mortos de tão cansados e sujos. Mais 4h de viagem numa estrada esburacada... Quando cheguei à minha casa, mal consegui me despedir do pessoal. Fui tomar banho e dormir. E esse é o fim da melhor viagem da minha vida.
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Jessica יסכה
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01:20
sábado, 8 de agosto de 2009
Adios, Perú
0 comentários09/07... Uma noite muito mal dormida... Acordei bem antes de o serviço de despertador do hotel me ligar. Já tinha deixado quase tudo pronto. Só tinha de tomar banho, me arrumar, guardar poucas coisas e olhar debaixo dos móveis para ver se não estava esquecendo nada. Nossa, como eu estava desanimada! Nem o pânico de avião me importou. Desci antes dos meus amigos e tomei café no restaurante. Vesti a mesma roupa com a qual fiz o voo Natal-São Paulo, a mesma que tinha vestido em Mossoró. Não que eu não sentisse saudade dos meus pais e da minha irmã. Não era isso... Era apenas aquela ausência de regras, obrigações, satisfações a dar etc. Era a tal liberdade. Eu não pensaria duas vezes se me deixassem ficar. Passei muito tempo para escrever estas palavras porque até hoje, um mês depois, eu não pensaria 1/2 vez se pudesse ter ficado lá. Todos os dias revivo tudo o que passei na Bolívia e no Peru. Todos os dias penso em voltar. Gastamos uns 40min do hotel até o Aeropuerto Internacional Jorge Chávez, e todo esse tempo eu passei dando adeus ao Peru. Devia ser um feitiço inca. A Danielle também ficou muito triste. Ninguém, na verdade, queria voltar. Quando chegamos, fomos fazer o check-in no guichê da TAM. Depois, a Danielle passou um tempo num cyber da Telefonica. Estávamos terminando de comer no McDonald's quando começaram a chamar pro embarque. Estava tão chateada que nem me importei com o free shop, nem para comprar um Toblerone. A Danielle e o David ainda compraram uma garrafa de pisco, uma bebida tradicional do Peru. O voo de Lima a São Paulo foi o mais agradável de todos da viagem. Nada de turbulência, um ótimo almoço, comissários excelentes, manta, máscara e plugs de ouvido. Não tenho nada de que reclamar. Desembarcamos em Guarulhos na hora estimada e fomos fazer umas compras no free shop de São Paulo. Não adiantava mais chorar, eu estava de volta ao Brasil e em mais umas horinhas, estaria de volta ao Nordeste. Comprei uns perfumes, uns hidratantes e um iPod. O David e a Danielle compraram tanta coisa que a gente sabia que ia dar um trabalho dos diabos pra embarcar, já que teriam de ser "bagagem de mão" se a gente quisesse que as coisas chegassem inteiras. A sorte é que eles ganharam uma bolsa da Calvin Klein e a gente conseguiu colocar uns litros dentro. Deviam ser umas 19:00 quando chegamos e devemos ter gastado outras 2 horas nas compras. Depois disso, fomos para a sala VIP do American Express, esperar o nosso voo. Lá, ficamos conversando e aproveitando o ótimo serviço de buffet. Tentamos usar os computadores mas eles não estavam abrindo as páginas direito, daí, desistimos. O nosso voo para Fortaleza era de meia-noite, tínhamos um tempo considerável para tentarmos nos entreter na sala. Algumas pessoas assistiam a tv, mas eu preferi me esparramar num sofá. O cansaço era grande. Tinha acordado muito cedo e no Peru são duas horas a menos, de um jeito ou de outro você sente um certo impacto. A sala fechava às 23:oo, bem a tempo de começarem a chamar pro embarque. Antes de entrar na sala de embarque, tomamos um susto quando o David disse que tinha perdido a carteira. A gente revirou umas coisas mas não havia sinal dela. Ele foi correndo até a sala VIP mas já estava totalmente fechada. Por D-us que a carteira estava dentro de uma das bolsas. Quando íamos entrar para embarcar, houve um problema na leitura do código de barra das passagens. Acho que porque devia estar apenas Lima-São Paulo. Mas a Danielle resolveu isso no guichê da TAM em dez minutos. A pior parte foi embarcar, porque desta vez não era através de ponte de embarque e, sim, pegando bus até a escada do avião. De lascar! Mais uma vez o David se superou no levantamento de peso e ainda subindo escadas! Quando finalmente sentamos, estávamos suados, cansados e tristes. Com tudo isso, ainda não consegui dormir. O voo inteiro foi de turbulência. Já sabia que ia ser assim...
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Jessica יסכה
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22:24
Nos despedindo de Lima II
0 comentáriosContinuando na noite do dia 08/07... Depois do Circuito Mágico del Agua, era hora de comer alguma coisa no Sheraton. Continuei na ótima companhia das peruanas e começamos a falar de Direito Constitucional. Perguntei se conheciam o Dr. Paulo Bonavides, o maior expoente da área no Brasil e no mundo. Daí, me fizeram conversar com o pai da Kathy pelo celular, pois ele, o juiz constitucional Gerardo Eto, sabia até que o Dr. Paulo Bonavides morava em Fortaleza e já tinha participado de uma homenagem feita para ele, no Peru. O homem era muito simpático e estava muito entusiasmado. Contei que era discípula do Dr. Paulo Lopo Saraiva, melhor amigo do Bonavides e que já tinha tido a honra de tê-lo no lançamento do nosso guia constitucional pela faculdade. Fiquei muito feliz por esse intercâmbio jurídico que não poderia ter sido mais prazeroso! Após o Sheraton, voltamos ao ônibus e pedi para sentar ao lado da Kathy, ao que ela disse sim. Ela me contou que ia fazer uma cirurgia no dia seguinte, nos olhos. A mãe dela não aguentou o frio e foi para a parte de baixo do bus. A Danielle estava morrendo de frio. A Kathy também demonstrava estar tremendo. O David e eu estávamos aguentando numa boa. Lima não podia ser mais fria que La Paz ou Cusco. A tia dela também era muito simpática e, como eu, estava doida para tomar uma Corona com limão desde que estávamos no Sheraton. O passeio estava sendo melhor do que eu poderia ter esperado. Tudo estava
bem até que a tia da Kathy se virou e nos alertou para que nos abaixássemos. O ônibus passou por uns fios elétricos baixos demais e muita gente entrou em pânico, inclusive uma moça que preferiu se jogar no chão. A Kathy e eu estávamos tão entretidas na conversa que nos abaixamos sem criar caso. E só quando o ônibus parou e a guia subiu, apavorada, foi que percebemos que por pouco não tínhamos morrido todos eletrocutados. Mas que importava?! Era o fim da nossa viagem e tudo podia acontecer, inclusive nada! Quando chegamos ao final do passeio e descemos na Plaza Kennedy, a Kathy e eu trocamos email e ela queria que eu a acompanhasse em uma balada, mas lhe contei que era meu último dia em Lima e teria de acordar muito cedo para ir ao aeroporto. Nessa hora, as três me abraçaram e nos despedimos.
bem até que a tia da Kathy se virou e nos alertou para que nos abaixássemos. O ônibus passou por uns fios elétricos baixos demais e muita gente entrou em pânico, inclusive uma moça que preferiu se jogar no chão. A Kathy e eu estávamos tão entretidas na conversa que nos abaixamos sem criar caso. E só quando o ônibus parou e a guia subiu, apavorada, foi que percebemos que por pouco não tínhamos morrido todos eletrocutados. Mas que importava?! Era o fim da nossa viagem e tudo podia acontecer, inclusive nada! Quando chegamos ao final do passeio e descemos na Plaza Kennedy, a Kathy e eu trocamos email e ela queria que eu a acompanhasse em uma balada, mas lhe contei que era meu último dia em Lima e teria de acordar muito cedo para ir ao aeroporto. Nessa hora, as três me abraçaram e nos despedimos.
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Jessica יסכה
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21:33
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